sexta-feira, 23 de novembro de 2007

16 NOMES SEGUROS NA LISTA DE SCOLARI


Quem cai para entrar o terceiro ponta-de-lança?

Há pelo menos 16 jogadores com lugar marcado no avião que levará a selecção nacional até à fase final do Europeu de futebol, no final da próxima Primavera. É certo que a equipa atravessa nova fase de renovação, talvez não tão radical como a que viveu entre 2002 e 2004, mas a Luiz Felipe Scolari já não restam muitas dúvidas acerca de quem lhe dá mais garantias de uma boa representação na Áustria e na Suíça.

Para já, se não se lesionarem ou cometerem uma falha disciplinar grave como as que já custaram o ostracismo temporário ou definitivo a alguns jogadores fixos, há 16 jogadores seguros. São eles os guarda-redes Ricardo e Quim; os defesas laterais Paulo Ferreira, Miguel e Bosingwa; os defesas-centrais Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Pepe; os médios Petit, Maniche e Deco; os extremos Cristiano Ronaldo, Quaresma, Simão e Nani e o avançado Nuno Gomes. Muito provavelmente, seis das sete vagas que restam (a sétima é a do terceiro guarda-redes, onde Daniel Fernandes parte à frente mas pode sempre haver surpresas) serão ocupadas pelos eleitos entre Caneira, Meira, Veloso, Raul Meireles, Tiago, João Moutinho, Hugo Almeida, Makukula e Hélder Postiga. Destes nove, três ficarão de fora. E é aqui que entram as questões particulares, de composição do grupo, que é diferente de prova para prova. Basta olhar para as convocatórias das últimas quatro competições.

Em 2000, apenas com a hipótese de chamar 22 jogadores, Humberto Coelho abriu a vaga para um terceiro guarda-redes abdicando de um quarto defesa-central - tinha apenas Beto, Couto e Jorge Costa, confiando que Vidigal ou Abel Xavier poderiam ocupar o lugar em caso de necessidade. Em 2002, já com a hipótese de convocar 23 jogadores (e de, assim, levar duas equipas completas mais um terceiro guarda-redes), António Oliveira convocou apenas três extremos (Figo, Capucho e Conceição) para ter no Oriente um terceiro ponta-de-lança (Pauleta, a somar a Nuno Gomes e João Pinto) que os seleccionadores gostam sempre de ter à mão. Em 2004, na sua primeira convocatória, Luiz Felipe Scolari repetiu a receita de Oliveira, sacrificando Boa Morte à possibilidade de ter três pontas-de- -lança. Mas, em 2006, de forma a recompensar o extremo do Fulham, já chamou quatro extremos, ganhando a vaga para o terceiro ponta-de-lança na defesa, para a qual convocou apenas um lateral-esquerdo (Nuno Valente), pois Caneira fazia o duplo papel de central e de segundo lateral.

Ora no grupo que se prepara para atacar o Europeu de 2008 há vários jogadores candidatos a este papel dúplice. Se com Bosingwa, Miguel e Paulo Ferreira já estão ocupadas três vagas de lateral (e deles só Paulo Ferreira pode desenrascar à esquerda), a quem deve Scolari dar a quarta: a Caneira, que até pode ser central? A um esquerdino? Ou a ninguém, como em 2006, pois Veloso até pode jogar ali? Com Caneira ou Veloso, ambos centrais de raiz, pode passar a fava a essa posição, onde já tem Pepe, Ricardo Carvalho e Bruno Alves. Mas será justo abdicar de Meira, que foi importante em fases da qualificação? Certo é que, com Meira e Caneira no lote, seguirão para o Europeu oito defesas e a vaga para o terceiro ponta-de-lança ainda fica por ganhar.

Como é improvável que ela venha a ser ganha nos extremos (Ronaldo, Simão, Quaresma e Nani estão seguros), sobram duas possibilidades: ou o seleccionador leva apenas cinco médios ou abdica mesmo do terceiro ponta-de-lança, confiando que Cristiano Ronaldo pode desempenhar a missão em caso de necessidade. Se levar apenas dois pontas-de-lança, fica--lhe ainda mais difícil escolher, pois apenas poderá juntar um nome ao de Nuno Gomes. E tem Postiga, Hugo Almeida e Makukula a brigar por uma vaga. Se decidir levar dois destes atacantes, resta-lhe conseguir a vaga a meio-campo. E aqui, presumindo que Petit, Maniche e Deco estão garantidos na lista, sobrariam apenas dois bilhetes. Onde cortar, então? Valerá a pena ter um segundo médio-defensivo, quando tanto Meira como Pepe podem jogar ali? Talvez não. Mas será bem pensado prescindir de Veloso, um dos poucos esquerdinos da equipa (com Hugo Almeida)? Também não. Se Veloso confirmar o potencial que os grandes da Europa lhe antevêem e Scolari não abdicar dele, isso quererá dizer que restará apenas um lugar para Tiago, Moutinho e Meireles. O médio da Juventus perdeu recentemente muitas posições na consideração de Scolari, mas pode sempre recuperar (veja-se o caso de Ma- niche, que saiu e voltou). Os jovens do Sporting e do FC Porto têm toda uma época pela frente para assegurar que vão ao Europeu.

Fonte de imformação: DNOnline (adaptado por: MNafalda Galhofo)

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